Que diferença dá mulher o homem tem!?
"Então, Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou e lhes disse: ― Sejam férteis e multipliquem‑se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que rastejam sobre a terra."
( Gênesis 1:27-28 )
"Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;"
( Romanos 1:24 )
🔍 A DIFERENÇA QUE A MÚSICA APRESENTA: APENAS O CORPO
Há uma canção popular que resume a distinção da seguinte forma: “Que diferença da mulher o homem tem? Espera aí que eu vou dizer, meu bem: é que o homem tem cabelo no peito, tem o peito cabeludo e a mulher não tem.”
De fato, essa afirmação aponta apenas para características genéticas e externas: formato do corpo, voz, pelos, órgãos e funções biológicas. Mas parar por aí é uma visão muito limitada e superficial. Reduzir a diferença a isso é ignorar a parte mais importante da criação: a natureza espiritual, moral e de propósito. Essa explicação não responde ao que realmente define cada um, nem serve de guia para uma vida correta. Pior ainda: quando a diferença é vista só como algo físico, abre-se caminho para usar essa condição como desculpa para falhas e perversidades.
📖 A DIFERENÇA VERDADEIRA: PROPÓSITO, FUNÇÃO E CORAÇÃO
A Bíblia ensina que homem e mulher foram criados iguais em dignidade e valor, mas diferentes em função e complementaridade.
- Igualdade essencial: Ambos foram feitos à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:27). Ambos têm alma, razão, consciência e responsabilidade moral diante do Criador. Não há um “melhor” ou “pior”, mas sim papéis diferentes para uma mesma finalidade.
- Diferença de função e ordem: O homem foi criado primeiro, chamado a ser cabeça, provedor e protetor (Gênesis 2:15; Efésios 5:23). A mulher foi criada como ajuda idônea, companheira e completude (Gênesis 2:18; 1 Coríntios 11:9). Essa distinção não é de superioridade, mas de ordem e serviço.
⚠️ CRÍTICA AO USO ERRADO DAS DIFERENÇAS
O grande erro da cultura e até de muitos é transformar essas características em desculpa para a perversidade:
- O homem não pode dizer: “Sou homem, tenho instintos fortes, por isso posso ser violento, infiel, agressivo ou dominador”. Isso é falsidade. A força física e a constituição masculina não foram dadas para o abuso, mas para guardar, servir e fazer o bem. A Bíblia ordena ao homem: “Maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco” (1 Pedro 3:7). Ser homem não é licença para o mal.
- A mulher não pode dizer: “Sou mulher, mais sensível, mais frágil, por isso posso manipular, usar da beleza para seduzir, ser inconstante ou levar vantagem”. Também não é assim. A sensibilidade e a beleza são dons de Deus, mas devem ser usados com modéstia e santidade. A Palavra ensina: “O adorno delas não seja o exterior… mas sim o homem encoberto do coração” (1 Pedro 3:3–4). Ser mulher não é desculpa para a astúcia ou a imoralidade. E nem viver a enxergar a aparência de tudo e ter esta aparência como fato concreto e logo verdadeiro.
Ambos têm a mesma obrigação diante de Deus: “Rejeitai, pois, a imoralidade e toda espécie de mal” (1 Tessalonicenses 5:22). A perversidade não tem gênero — é um defeito do coração, não uma característica de ser homem ou mulher.
✅ CONCLUSÃO: O QUE REALMENTE DIFERE
A diferença verdadeira não está no cabelo do peito, na voz ou no corpo. Está na forma como cada um deve viver o seu chamado:
- O homem deve exercer liderança com amor e justiça;
- A mulher deve exercer sua influência com sabedoria e dignidade;
- Ambos devem rejeitar qualquer comportamento que desonre a Deus.
A canção que reduz tudo ao físico deixa de lado o principal: o coração. E a Bíblia deixa claro: “Deus não faz acepção de pessoas” (Romanos 2:11). Para Ele, ser perverso é condenável tanto no homem quanto na mulher. Ser homem ou mulher é uma identidade de criação, não um álibi para o pecado.
JCD
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