O cristão não morre, encontra a Vida que é JESUS!

Disse-lhe Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?"
(João 11:25-26)
 
Introdução.
 
Os verdadeiros cristãos, os verdadeiros discípulos de Jesus, salvos por Ele, regenerados por Ele, vivificados pelo Seu Espírito, libertos por Seu poder e resgatados na Sua graça mediante a cruz, não experimentam a morte como separação eterna ou perda definitiva. Ao deixarem este mundo, simplesmente encontram a Vida, como testemunha a Palavra: "A vida estava nele e a vida era a luz dos homens." (João 1:4). Ou seja, para o que está em Cristo, o fim da jornada terrena não é um adeus à existência, mas o encontro face a face com a própria Fonte da Vida — Jesus!
 
I – O mundo morre como coisa qualquer!
 
Para quem não conhece a Cristo, a morte é um enigma sombrio, um ponto final que traz pavor e incerteza.

O mundo, separado da Vida que é Deus, vê a morte como um desfecho natural, trágico e irremediável, como quem diz que uma flor murcha ou uma vela se apaga.

Sem a luz da revelação divina, os homens passam a vida "todos os dias sujeitos à escravidão pelo medo da morte" (Hebreus 2:15).

Sem a esperança que vem de Deus, a existência parece esvair-se em vão, como se o ser humano fosse apenas mais uma criatura que nasce, cresce e desaparece, sem propósito ou destino certo. Mas essa realidade pertence apenas àqueles que permanecem nas trevas da separação; não é o destino de quem pertence à Luz.
 
II – O cristão não morre: encontra a sua morada, volta para casa!
 
Diferente da visão do mundo, para o filho de Deus, a passagem desta vida não é uma perda, mas uma transição bendita. O apóstolo Paulo escreve com toda a certeza: 

"Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus."
(2 Coríntios 5:1). 

Não saímos para o nada; ao contrário, deixamos o corpo, que é como uma tenda provisória, para entrar na pátria verdadeira. É o regresso do filho que estava fora, no tempo da peregrinação, e finalmente chega ao lar eterno.

O que chamamos de "morte", para nós, é apenas a porta que nos conduz da estrada para a casa do Pai.
 
III – Jesus nos aguarda, pois foi preparar uma morada; Ele está com saudade!
 
Não estamos caminhando para um lugar vazio ou desconhecido. Jesus, antes de sofrer na cruz, consolou os seus discípulos com a promessa: 

"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas... Eu vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, vós estejais também."
(João 14:1-3).

O Senhor não é apenas o destino, mas quem nos espera com amor infinito. Ele preparou cada detalhe com carinho divino, e o Seu coração de Pastor anseia pelo momento de receber as suas ovelhas no reino da paz. Ele nos espera, pois o amor de Cristo nos constrange e nos atrai para junto de Si.
 
IV – Não morremos, encontramos nosso Salvador que é a VIDA!
 
A certeza maior da nossa fé está na pergunta que Jesus fez a Marta: 

"Você crê nisso?"

Cremos firmemente que, ao encerrar-se o nosso tempo na terra, não entramos no silêncio eterno, mas somos apresentados diante daquele que é a nossa Vida. Como está escrito:

"E, quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós sereis manifestados com ele em glória." (Colossenses 3:4).

O crente não atravessa a morte para o desconhecido; ele atravessa para os braços de Quem o amou até o fim.

O "descanso" dos santos é o início da convivência plena com o Cordeiro. O que o mundo vê como fim, nós vemos como o começo da vida real: estar com Jesus, o que é "muito melhor"
(Filipenses 1:23).
 
Conclusão.
 
Portanto, amados irmãos, não andamos como os que não têm esperança, quanto aos que dormem! (1 Tessalonicenses 4:13). Temos a revelação da verdade: Jesus é a ressurreição e a vida. A morte, para nós, perdeu o seu aguilhão e foi tragada pela vitória de Cristo. Quando chegar a nossa hora, não é o fim — é o momento de deixar para trás a fragilidade deste mundo, para abraçar a Eternidade. É chegar à casa, onde o Pai nos espera, onde Jesus preparou o nosso lugar, onde a Vida que está nEle brilha para sempre como a luz inextinguível dos homens. Cremos nisto e vivemos para esta glória!
JCD

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