Lave os pés de alguém!

Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. Durante a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que traísse a Jesus, sabendo este que o Pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus, levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, e este lhe disse: Senhor, tu me lavas os pés a mim? Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois. Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo.
Então, Pedro lhe pediu: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça. Declarou-lhe Jesus: Quem já se banhou não necessita de lavar senão os pés; quanto ao mais, está todo limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos. Pois ele sabia quem era o traidor. Foi por isso que disse: Nem todos estais limpos.
( João 13:1-11 )

Já pensou se por acaso nesta vida e presente século, fôssemos agraciados com uma atitude no mínimo inusitada com um monarca que numa atitude e atividade nobre, lavasse os pés daqueles que lhes estão na sua liderança?

Já pensou, se os líderes mundiais ao invés de guerras, deixando as ameaças levassem os pés uns dos outros?

Imagine se de repente os poderosos diante dos que lhes estão abaixo no sentido das normas sejam de uma monarquia, seja num parlamento, seja até nos lugares menos visíveis, estas aplicassem este ato, com toda motivação sem colocar obstáculos, mas que quisesse demonstrar a nobreza e humildade de formatar uma aproximação mais íntima com os seus, que revolução seria?

Ao invés de guerras lavar os pés do próximo, ao invés de "pompozidade" a nobreza da humildade!?

A verdade tem que ser dita!

Ninguém quer descer do seu "salto", pois neste mundo é em seus valores uma desonra no mínimo inclinar-se para ajudar alguém, imaginemos lavar os pés!?

Neste mundo, e seus desvalores que dão valor, este geste é pobreza não nobreza, é desonra não honra, é fraqueza e não força, é deselegante e não elegante, ou seja, lavar os pés de alguém é um ato de humilhação e não de uma honra, e esta humilhação não é aquela em que ser humilhado é ser abençoado!

Já imaginou presidenciáveis, reis, nobreza e, decidindo lavar os pés uns dos outros!?

Impossível não é?

Pois é!

A nobreza, a realeza, a raridade da humildade de um Rei Glorioso!

Pois é!?

Talvez conjecturando aqui, alguém possa pensar?

Eu já sei deste texto, já conheço esta ação, como alguns dizem em sua falta de humildade, eu já sei disso!

Talvez conjecturando aqui, alguém afirmei:

Já vi isso quando um líder religioso assim procedeu!

Todavia, a questão não é aparente, é o princípio, é o ato nobre, é a riqueza rara, é forma de enxergar a beleza da humildade não como se enxerga, mas como se deve enxergar onde a humanidade na verdade é ato da verdadeira Realeza, e que dizer, CRISTO!

Ninguém se compara a ELE, ninguém se iguala a ELE, ninguém tem essa natureza GLORIOSA de agir com essa riqueza, somente CRISTO, REI dos reis, SENHOR dos senhores, para nós ofertar tão grande nobreza de um verdadeiro REI a ser imitado.

O texto desta meditação, deste devocional nos ensina, quem um verdadeiro REI, um verdadeiro LÍDER, tem em sua natureza Divina essa beleza real!

E aqueles que se julgam ser alguma coisa nesta vida, enxerguem que a humanidade não é pobreza, mas eterna riqueza!

"Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!"
( I Coríntios 10:12 )

Ou seja, melhor é reverenciar do que ser reverenciado, melhor é ter uma consciência em que não estamos de pé por nossos méritos, pois na soberba de achar por si só estar em pé, não caia na miséria de cair.

JCD

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