A Escolha Entre a Incredulidade e a Fé no deserto!

Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões e raios, uma densa nuvem cobriu o monte, e uma trombeta ressoou fortemente. Todos no acampamento tremeram de medo.

Moisés levou o povo para fora do acampamento, para encontrar-se com Deus, e eles ficaram ao pé do monte.

O monte Sinai estava coberto de fumaça, pois o Senhor tinha descido sobre ele no meio do fogo. Dele subia fumaça como de uma fornalha; todo o monte tremia violentamente,

e o som da trombeta era cada vez mais forte. Então, Moisés falou, e a voz de Deus lhe respondeu.*

O Senhor desceu ao topo do monte Sinai e chamou Moisés para o topo do monte. Moisés subiu,
( Êxodo 19: 16-20 )

Exemplos de prosperidade no deserto:

Isaque ( Gênesis 26:12-14 ),
José no Egito ( Gênesis 41:51-52 ),
Provisão Absoluta no Deserto do Sinai ( Deuteronômio 2:7 ).

A ideia de deserto costuma estar ligada à escassez, à solidão e à provação. Contudo, a Palavra de Deus nos revela uma realidade muito mais ampla: o deserto pode ser também o lugar onde a presença divina se manifesta de forma mais intensa, onde a provisão chega a ser mais valiosa justamente porque contraria as expectativas humanas. O Salmo 78:19 traz à luz a questão central desse debate: a dúvida rebelde do povo de Israel sobre se Deus seria capaz de providencia no deserto.
 
Essa indagação não nasceu da falta de provas do poder divino: o povo havia testemunhado as pragas no Egito, a abertura do Mar Vermelho e a água jorrando da rocha. Mesmo assim, acostumados com a segurança — ainda que sob jugo — da vida faraônica, duvidaram que o Senhor pudesse lhes dar pão e carne em meio à aridez. Aqui se revela um traço comum ao ser humano: a dificuldade de confiar quando as circunstâncias fogem ao que consideramos “normal”.

A pergunta que deveríamos fazer não é “será que Deus pode?”

Mas, sim, “será que nós somos capazes de confiar no Seu caminho, mesmo quando passamos pelo deserto?”
 
Essa escolha aparece com clareza na história de Abraão e Ló. Ao prosperarem tanto que a terra não podia os sustentar juntos, Abraão deu a Ló o direito de escolher primeiro o seu caminho.

Ló optou pela planície do Jordão, fértil e bem regada, que aos olhos humanos parecia a decisão mais acertada.

Contudo, ele acabou se estabelecendo perto de Sodoma, terra marcada pela iniquidade e destinada ao juízo divino. Abraão, por sua vez, permaneceu em Canaã, que naquele momento parecia menos promissora, mas onde ele contava com a presença de Deus.

E foi ali que recebeu a confirmação da aliança divina: toda aquela terra seria dele e da sua descendência. 

Mais tarde, quando Deus decidiu punir Sodoma, foi Abraão quem intercedeu, demonstrando que confiar na justiça e na misericórdia de Deus vale mais do que qualquer fartura terrena.

Percebemos no texto Sagrado na narrativa que se refere a Ló que ao escolher um caminho aparentemente mais seguro e próspero, ele termina numa situação trágica, perdendo tudo que tinha, perdendo esposa, e terminando seus dias sendo instrumento de duas filhas que com ele praticou insesto, prática esta a não ser imitado!
 
Todos nós enfrentamos os nossos desertos: sejam doenças, dificuldades financeiras, conflitos familiares ou incertezas sobre o futuro. Mas a certeza que temos é que Deus prepara providencia no deserto.

A provisão divina nesse lugar tem um sabor único: na abundância rotineira, muitas vezes não damos valor ao que recebemos; no deserto, cada bênção é reconhecida como um milagre da Sua bondade.

Alguns passam rápido por essas provações, outros permanecem mais tempo — mas em todos os casos, o deserto serve para nos ensinar a depender unicamente da Palavra de Deus.

E há relatos que muitos do povo de Deus conviverem por toda vida no deserto, vivendo em paz, sobrevivendo, tendo abundância, porque o deserto não apenas é sinônimo de escacez, de dores, observemos a vida de Abraão vivendo no deserto, foi abençoado e os seus filhos também, lembremos que há ouro no deserto, desfrutado hoje em dia pelas nações do deserto, o petróleo, portanto, o deserto nem sempre é ambiente de provações.
 
O exemplo máximo dessa verdade vem de Jesus. Ele foi levado ao deserto pelo Espírito, jejuou quarenta dias e noites e ali foi tentado pelo diabo justamente na sua maior vulnerabilidade.

O adversário buscou fazê-lo duvidar da Sua identidade, testar o cuidado do Pai e trocar a adoração por poder terreno. Em todas as ocasiões, Jesus respondeu com a Palavra de Deus, vencendo a tentação e nos mostrando que a obediência ao Senhor é o caminho seguro, mesmo na aridez.
 
Em última análise, a questão que fica para cada um de nós é: vamos continuar questionando se Deus pode, ou vamos aceitar com fé a providencia que Ele prepara, mesmo que seja no deserto? A escolha é nossa: a fartura passageira que nos afasta de Deus, ou a provisão eterna que Ele oferece, em qualquer lugar e em qualquer circunstância.

JCD

Comentários

Postagens mais visitadas